Lacei um coração sufocado que a eternidade separou devagar.
Toque os sinos do funeral, pois eu preciso morrer, pra me sentir
vivo.
Não é a árvore que abandona a flor,mas sim a flor que abandona a
árvore.
Algum dia aprenderei a amar todas estas cicatrizes, ainda frescas
da lâmina de suas palavras.
Correndo pela vida, a chuva escura de seus olhos ainda cai.
Borboleta de tirar o fôlego, escolheu um dia escuro pra viver, um
solitário desejando pela cadência de seu último suspiro.
Louco, mas é assim que ele vai.
Milhões de pessoas vivem como inimigos, mas talvez não seja tarde
pra aprender a amar, e esquecer como odiar.
Feridas mentais não tem cura. A vida é uma ferida amarga.
Escute os sábios, pois eu escutei os tolos.
A janela escancarou-se e fui pra fora, seguir o pálido luar.
A fé me trouxe aqui, um concerto perfeito, meu melhor amigo
Se ao menos meu coração tivesse moradia, algo pelo qual viver,
algo pelo qual morrer,
Se houver algo que você não possa dizer, cante, e esqueça o que
você não pode tocar.
Dê conforto ao caído, sincero e apaixonado, remanescente, embora
ainda não convidado, entre aqueles homens solitários, sem armas,
sem ferimentos.
Eu me juntei ao pecaminoso pra recuperar a inocência em todo
aquele azul.
Não quero acordar amanhã e ver outra rosa negra nascida.
Algum dia, alimentarei uma cobra e beberei teu veneno, ficarei
acordado, e com o tempo toda dor vai cessar e através da sua
memória irei me arrastar.
Algum dia fugirás com ânsia e fraqueza.
Com o amanhacer as lágrimas começarão pra minha vergonha, saberei
que o silêncio me pegou.